Professor é candidato a dano vocal

Os professores têm 32 vezes mais probabilidade que as pessoas que exercem outras profissões de sofrer de distúrbios da voz.

Julio Abramczyk

Os professores têm 32 vezes mais probabilidade que as pessoas que exercem outras profissões de sofrer de distúrbios da voz, segundo Julie Ostrem, do Departamento de Distúrbios da Fala e Audiologia da Universidade de Iowa, Estados Unidos, e do Centro Nacional da Voz e Fala (www.ncvs.org). Muitas pessoas possuem uma laringe robusta, onde está a "caixa da voz", o que permite suportar abusos no uso da voz. Entretanto, explica Ostrem, também existem pessoas propensas a ter problemas de voz, como rouquidão, pouco fôlego ou dor e fadiga quando falam.

Essas dificuldades podem tornar-se tão severas a ponto de levar professores a abandonar prematuramente a carreira. Felizmente, explica a especialista, existem formas de prevenir a maior parte dos distúrbios da voz relacionados às mais variadas profissões.

Para a fadiga vocal, por exemplo, a recomendação de quem entende o assunto é a de que é melhor falar por curtos períodos e descansar um pouco do que falar por muito tempo para ter em seguida uma longa pausa.

Há casos em que é preciso recorrer a uma ajuda externa. Para uma sala de aula que obrigue o professor a falar muito alto para ser ouvido até a última fileira das carteiras, forçando a voz, a sugestão para evitar futuros problemas é utilizar um sistema de alto-falante portátil.

Fonte
Folha de São Paulo
12/10/2003