Quais são os segredos dos bons falantes?

Você já reparou como as pessoas diferem-se em relação à comunicação?

Independente do perfil, muitos são os comunicadores bem sucedidos que influenciam seus ouvintes, variando apenas o modo que usam a emotividade e a assertividade. 

A teoria dos “perfis dos comunicadores” foi abordada em um livro publicado em 1984 por Robert e Dorothy Bolton. Outros autores têm escrito sobre essa teoria, ministrando cursos e propondo variações. 

O comunicador do tipo CONTROLADOR, por exemplo, cujas características são eficiência, poder de decisão e pragmatismo, costuma ser bom no quesito assertividade, mas usa menos emotividade. Em contrapartida, um comunicador do tipo EXPRESSIVO, que se revela mais entusiástico, persuasivo e espontâneo, usa os dois domínios. Um terceiro tipo de comunicador , o chamado AMIGÁVEL, mais preocupado em ser leal, cooperativo e diplomático, usa bastante emotividade, mas falha na assertividade. O comunicador menos assertivo e menos emotivo é o chamado ANALÍTICO, um tipo mais prudente, sistemático e preocupado com a lógica. 

Observe que todos esses estilos podem ser considerados eficientes. O importante é que o comunicador reconheça suas potencialidades e perceba o que é preciso aperfeiçoar. 
O comunicador ANALÍTICO se preocupa em deter conhecimento; costuma fazer perguntas e não afirmações. É bom observador e ouvinte, por isso sabe ler nas entrelinhas, especialmente em discussões formais. A principal desvantagem desse estilo é ser percebido como o “sabe tudo”, detalhista e inflexível. Sendo assim, o ponto de melhora é “aprender a decidir”. 

O comunicador AMIGÁVEL tem como principal vantagem a simpatia. É bom ouvinte, portanto bom comunicador porque reconhece o papel do interlocutor. A desvantagem é ser percebido como ingênuo ou permissivo. Para que essas impressões não imperem, basta aprender a ousar. 

O comunicador CONTROLADOR é reconhecido por deter o poder. É direto, portanto bastante assertivo. Apresenta um tom de comando e comumente fala rápido. A desvantagem é ser mau ouvinte, por conta disso pode iniciar discussões. Sendo assim, deve aprender a ouvir mais para melhorar seus relacionamentos. 

O comunicador EXPRESSIVO tem boa autoestima; é muito emocional, inspirador e entusiasmado. Para não ser percebido como “superior”, vaidoso ou não realista, deve aprender a se controlar. 

Se existem vários estilos de comunicação, esses refletem também os vários estilos de pensamento e sistemas de valor. A psicóloga Anita Hermann-Ruess publicou um artigo em que afirma ser importante reconhecer o estilo de pensamento do ouvinte para moldar a comunicação. Só assim as mensagens serão recebidas pelo outro da maneira como queremos, de uma simples conversa a uma importante negociação.
Por exemplo, aqueles que pensam de forma lógica tendem a argumentar com números e fatos, o que pode dificultar aproximações afetivas. Segundo a autora, a tarefa de conhecer o outro costuma ser facilitada pelo fato de determinados tipos serem representados com grande frequência (como os citados acima). Embora dificilmente uma pessoa pense e aja da mesma maneira, em todas as situações há predominância de estilo. 

Sendo assim, a pergunta que devemos nos fazer é: quais formas de pensamento e comunicação são dominantes na pessoa que está à nossa frente? Depois de termos respondido a essa questão com base em nossas primeiras observações, podemos deduzir quais mensagens cruciais devem estar no centro de nosso discurso, bem como a forma de transmiti-las através do corpo e da voz.

Fonte
Bolton Robert, Bolton Dorothy. Social Style/Management Style - Developing productive work relationships. New York, Amacon, 1984.

Behlau M. Curso Comunicação Consciente, São Paulo 2010

Hermann-Huess A. Palavras Certas. Revista Mente e Cérebro, ed. 210. Julho, 2010.

 

A Equipe Vocalis já desenvolve esse tema durante seus treinamentos e convida a todos para uma auto-avaliação!

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