Como usar a sua lábia para convencer

Dicas úteis.

  • Escolha a hora certa de falar: observe se o seu interlocutor está disposto a conversar. Não adianta nada interpela-lo quando ele estiver de mau humor, com pressa ou muito atarefado.
  • Deve-se lembrar que a simples “recitação” de fatos e figuras é o beijo da morte na fala em público. Você sempre deve contar uma estória, e o que importa é o quão bem se conta.
  • Abaixo o improviso! Antes de soltar o verbo, elabore uma estratégia. Certifique-se de que não irá esquecer nada importante.
  • Não vá direto ao assunto. Tente quebrar o gelo nos primeiros minutos de conversa, mas, não enrole muito: ninguém tem tempo a perder.
  • Quando começar a falar, não dispare como um fuzil AR-15. Isso revela ansiedade e insegurança. Fale pausadamente e, sobretudo, acredite no que está dizendo.
  • Não abra mão do senso de humor. Isso gera empatia e torna o clima mais amistoso. Mas não force a barra. Fazer piada fora de hora ou de contexto pode ter efeito contrário. Se você não é um sujeito espontâneo e espirituoso, esqueça esse tipo de recurso.
  • Use o nome da pessoa no decorrer da conversa. Isso cria um vínculo mais pessoal com o interlocutor. A pessoa se sente mais aberta ao diálogo.
  • Use um amortecedor verbal. Se uma pessoa discordar de suas colocações ou tiver opinião contrária à sua, seja sutil na contra-argumentação. Não ataque com frases do tipo “não é bem assim”, “você não entende”, “você está errado”. Diga algo na linha do “entendo sua opinião e creio que, além disso, deveríamos considerar...”.A partir daí, defenda sua posição.
  • Evite assuntos polêmicos.
  • Inicie a conversa fazendo perguntas que exijam um sim como resposta. Ex: um vendedor de enciclopédias pergunta se a pessoa acredita na importância da educação, se aceitaria que ele deixasse as enciclopédias de graça em sua casa, se estaria disposta a mostrá-las para o vizinho, etc. Uma seqüência de respostas afirmativas pode conduzir a mente do interlocutor, aumentando as chances de conseguir um “sim” para sua idéia principal.

Fonte
Robert Abraham, da American Seminars
(Revista VOCÊ, abril 2000)